sábado, 29 de maio de 2010

Lucky

São tantas as gargalhadas, as corridas, os saltos,
os momentos que partilhamos, que às vezes, até me
esqueço, que temos linguagens diferentes.
Estás presente em todos os meus dias, fazendo-os com
toda a certeza bem melhores, mais coloridos, mais felizes.
Às vezes tiras-me do sério... e eu a ti: somos chatas, rebeldes,
tiramos a paciência a um santo, mas sei que estou quase sempre
em qualquer sítio dentro do teu ângulo de visão, quando não sei de ti;
acredito que algo de semelhante se passe com o camarão cru, com a
carne crua, o frango assado, o peixe cru, o peixe de caldeirada ou a latinha
pequena do patê...
É tão bom ter-te junto a mim. Muito bom. Até quase me esqueço, que atiras
com força as bolas da árvore de natal para o chão, arranhas os sofás, saltas
para cima dos móveis ou te atiras aos meus pés descalços, como se fossem feitos
de veludo, principalmente se estou ao telefone.
Gosto de te provocar e tu sabes tão bem isso, quando me vens chamar para mais
uma das nossas brincadeiras; mas tu não ficas atrás, quando te escondes (às vezes faço
que não vejo, outras grito) por detrás da porta ou de uma qualquer parede e apareces de
rompante e te voltas a esconder de novo...
É muito doce e reconfortante, quando sinto uma dor, ou quando estou triste e te sentas
a olhar-me fixamente com esse olhar redondo e enorme.
É tão bom quando te aninhas junto a mim, como se fosses uma manta polar, mesmo quando
estão mais de 30 graus. Agradeço-te também por isso.
É mesmo muito bom ter-te junto a mim.

Dedicado à Lucky, a minha gata e a todos os animais de estimação

T.Santos