São tantas as gargalhadas, as corridas, os saltos,
os momentos que partilhamos, que às vezes, até me
esqueço, que temos linguagens diferentes.
Estás presente em todos os meus dias, fazendo-os com
toda a certeza bem melhores, mais coloridos, mais felizes.
Às vezes tiras-me do sério... e eu a ti: somos chatas, rebeldes,
tiramos a paciência a um santo, mas sei que estou quase sempre
em qualquer sítio dentro do teu ângulo de visão, quando não sei de ti;
acredito que algo de semelhante se passe com o camarão cru, com a
carne crua, o frango assado, o peixe cru, o peixe de caldeirada ou a latinha
pequena do patê...
É tão bom ter-te junto a mim. Muito bom. Até quase me esqueço, que atiras
com força as bolas da árvore de natal para o chão, arranhas os sofás, saltas
para cima dos móveis ou te atiras aos meus pés descalços, como se fossem feitos
de veludo, principalmente se estou ao telefone.
Gosto de te provocar e tu sabes tão bem isso, quando me vens chamar para mais
uma das nossas brincadeiras; mas tu não ficas atrás, quando te escondes (às vezes faço
que não vejo, outras grito) por detrás da porta ou de uma qualquer parede e apareces de
rompante e te voltas a esconder de novo...
É muito doce e reconfortante, quando sinto uma dor, ou quando estou triste e te sentas
a olhar-me fixamente com esse olhar redondo e enorme.
É tão bom quando te aninhas junto a mim, como se fosses uma manta polar, mesmo quando
estão mais de 30 graus. Agradeço-te também por isso.
É mesmo muito bom ter-te junto a mim.
Dedicado à Lucky, a minha gata e a todos os animais de estimação
T.Santos
merecedora desta dedicatória com toda a certeza.
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